Segundo o Corpo de Bombeiros, a primeira serpente, uma jiboia, foi recolhida de uma árvore no Bairro Distrito Industrial. Uma jaracuçu também foi encontrada atrás de um amontoado de telhas armazenadas em um quintal no Bairro Santos Reis. Nos dois atendimentos, os bombeiros foram acionados pelos moradores.

Segundo os militares, as cobras são consideradas de grande porte e não são comuns em áreas urbanas. O sargento Alexandro Dias explica que o aparecimento de serpentes nesta época do ano é mais comum.

“Os moradores verificaram a presença delas nos quintais das casas e ficaram com medo, por ver o tamanho, né? Nessa época é mais comum, principalmente em bairros que são próximos a áreas rurais, mais afastadas. Nos quintais que são grandes e os moradores criam animais, elas se sentem atraídas para comerem. Isso acontece também porque cada vez mais a população tem invadido as áreas verdes, os bairros estão entrando nessas regiões”, diz.

O resgate foi feito através de equipamentos de segurança dos bombeiros, que utilizaram ganchos para apanhar as cobras, luvas de proteção e caixas de transportes. O bombeiro explica que as cobras têm tipos de ataques diferentes, não são venenosas, mas podem causar ferimentos. “O CETAS informou que a jaracuçu é bastante agressiva, investe sobre a gente, mas não é venenosa. Só causa ferimentos. A jiboia tradicionalmente é mais pacata, tranquila, e não é venenosa. Recomendamos que quem não tem condições de recolher as cobras com segurança, ainda que não venenosas, acionem o 193. É importante também que não tentem matar as cobras”, afirma o sargento Alexandro.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, as cobras são devolvidas ao habitat natural delas, mas, por serem de grande porte, precisaram ser encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do IBAMA.